segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

vai

medo sempre esteve perto
segurança estava longe de ser regra
agora elas inverteram os papéis

um está sempre aqui
o outro vai bem pra longe

agora ela diz querer tudo diferente
e faz de tudo pra que isso aconteça

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Mantenho meus pés no chão

Ainda que o meu chão sejam nuvens

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

feliz ano!

Quando chega essa época do ano eu sempre quero postar algo aqui no blog, mas nunca sei como começar. Escrevo milhões de coisas e apago, pq sempre tá uma merda.

Então resolvi destacar quatro fatos que achei importantes:

  1. A minha turma da faculdade não poderia ser melhor, adorei conhecer aqueles LINDOS. Lembro de um momento especial com a turma de Jornalismo 2010.2: eles me fizeram reinar colorida. Enquanto eu saia do luto do branco, eles foram todos de branco em minha homenagem.
  2. Trabalhei pra caramba em 2010. E Estou falando sério, primeiro foi na Central do Carnaval no período Carnaval e o que o antecedeu e depois no período de São João. E já agora mais pro fim do ano, lá no Ilê Aiyê, na produção dos ensaios. Muito bom trabalhar com o que gosta, né?! Isso serve para os dois casos.
  3. Em Setembro, minha vó fez um ano de falecida e todas as obrigações do candomblé foram feitas e no final foi escolhida a sucessora dela, minha Tia Hildelice Benta. Ansiedade e Emoção são as palavras que descrevem o que eu senti nessa uma semana de setembro.
  4. Reforcei laços com familiares e amigos. É muito conhecer gente nova, mas é melhor ainda saber que se você olhar para os lados vai ter sempre alguém com você, alguém que sempre esteve e sempre estará.

Que 2011 venha cheio de Luz e Paz, mais que em 2010.

Axé!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

sambe(mos)

Quero sambar com você

Sambar juntinho

Até o dia amanhecer

Só nós dois e mais ninguém

Acabar com essa historia de ficar só

Minha’alma sente sua falta

Ainda que ela não saiba quem é você

Ainda assim eu sei que você é meu.


Preciso me apaixonar e tenho dito!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Bença!

O Bando de Teatro Olodum pra mim é mais que importante. Olho para cada um dos atores com um ar de admiração, creio que eles não tem noção do quanto importantes eles são para mim e para milhares de pessoas (ou tenham, não sei!). Lembro exatamente do dia em que vi uma peça do Bando pela primeira vez, não foi exatamente uma peça, foram trechos de uma. Primeira exibição do Programa Espelho comandado por Lazaro Ramos, no decorrer do programa eram exibidos trechos de Cabaré da Raça. Fiquei encantada com aquilo, achei mais que deslumbrante! Eles estavam falando de mim e para mim. No outro dia, fui ao Vila Velha assistir “Bakulo – Os Bem Lembrados”, peça da Cia dos Comuns (RJ) e lá vi diversos atores do Bando, aqueles que um dia antes tinham falado para mim. Eu tinha 15 anos de idade e lembro que olhava para Erico Brás admirada, a minha vontade era só abraçá-lo e agradecer, naquele momento eu não sabia exatamente por quê, mas era só isso que eu queria. Mas não o fiz, por conta da vergonha. Saindo de lá descobri que no outro dia haveria uma sessão única de “Cabaré da Raça”, fiquei louca, queria ir de qualquer jeito e fui. FOI LINDO! Só posso dizer isso, saí de lá maravilhada com tudo.

Depois desse dia sempre que vejo algum ator do Bando, eu penso: - “Ela/Ele é do Bando!” e aquele olhar de admiração volta. Eles foram muito importantes para minha formação. Formação como ser humano, como mulher negra nessa sociedade racista em que eu me encontro. Queria um dia poder dizer para eles tudo isso, mas sempre fico com aquela vergonha, igualzinha àquela de quando vi todos os atores do Bando de Teatro Olodum pela primeira vez.

E é por tudo isso que eu estou demasiadamente ansiosa para a estréia de “Bença”, peça do Bando que fala principalmente do respeito aos mais velhos. E isso está diretamente ligado a mim. Minha vó sempre me disse o quanto era/é importante os respeito aos mais velhos e sempre cobrou ‘bença’ para ela e para os outros mais velhos. Meus pais e tios seguem com os mesmos valores e eu, meus irmão e primos não somos diferentes. Catarina, mãe de Perola Nehanda e Vinicius, pai de Suiane, já ensinam a elas a importância da bença, do respeito, valores que vem sendo perdidos ao longo dos tempos. Dona Hilda deixou tudo encaminhado aqui, passou tudo certinho para todos nós e seguimos a cartilha ao pé da letra, viu Vovó?!

Agradeço a Jorge Washington, Erico Brás, Auristela Sá, Cássia Valle, Elane Nascimento, Valdinéia Soriano, Sérgio Laurentino, Telma Souza, Leno Sacramento, Fábio Santana, Arlete Sales, Ridson Reis, Robson Mauro, Geremias Mendes, Cell Vale, Jamile Alves, Ednaldo Muniz, Zebrinha, Jarbas Bittencourt, Chica Carelli e Márcio Meirelles.

(Desculpa se eu esqueci de alguém!)

Obrigado por retratar um pouquinho da minha história em cada peça encenada.

A Bença aos mais velhos!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dengo
O dengo
Meu dengo
Aquele dengo
Um dengo para mim, pra chamar de meu, nosso, vosso, nosso
Quero um dengo meu. E aqui querer é poder.
No meu mundo o meu dengo é realmente meu. Mesmo que seja apenas no meu mundo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010


Queria não me importar (tanto) com a opinião dos outros, mas infelizmente me importo e certas palavras ditas chegam a mim como uma flecha e me acertam de tal modo que fico realmente muito triste.
Uns dizem que sou anormal, outros que quero parecer anormal, mas a questão é quem nem eu sei quem sou. E já que eu, que sou dona das minhas vontades não sei, quem é você para saber? Não quero ser definida, nem entendida, quero ser apenas eu. Com todas as minhas falhas e virtudes, estou farta de críticas que não sejam construtivas.
Estou FARTA!